terça-feira, 9 de junho de 2009

The BusLand






Bem, neste momento estou a caminho de lisboa (mais uma vez) de autocarro (mais uma vez).

E nesta viagem longa e demorada, começo a ouvir e a pensar nas pessoas que me rodeiam:

De onde é que elas vêm? Que eventos ocorreram na vida delas que causaram com que essas pesso
as estivessem todas ajuntadas, hoje, neste mesmo autocarro?

Onde nasceram? Onde foram criadas? De onde provém a experiencia e formação para que neste momento estejam neste autocarro a dizer as babuseiras que dizem? De onde provêm estas mongolóidalidades que saiem, em forma de palavras, sons e perdigotos, da boca delas?

Porquê esse interesse por assuntos que aparentam ser tão desinteressantes?

Como:
."Eu vou votar no psd..." "As promessas desses aí não valem nada!! As promessas do outro é que são!!

Ou então:
."O quê?!?! Aquele gajo?? PoOOoooorrrrra! Ele não se lava! É um porco!! Quando ele abre as asas é um cheiro a bedum!

Ou até mesmo:
."Trouxestes as sandes?" "Claro, ó panhonha! Tu é que mas destes antes de entrarmos na carreira!"
"São de quê?" "Sei lá!! Tu é que as fizestes!!" "É pá só estou a tentar meter conversa já que tu não falas!!"

E também:
." Olhe fachavor! Esse lugar é meu!! Tá aqui no bilhete "lugar 18" e tá aqui, de lado, no canto inferior direito das costas da cadeira a dizer "18"!!"
"Está bem mas eu já cá estava sentada!! O que não falta neste autocarro são lugares vazios!! Há mais lugares livres do que ocupados!! Muitos mais!! e você vem esticar o pernil práqui!..."

E pronto! Lá fui eu a ouvir estas fascinantes reflexões sobre a natureza humana!

E então o autocarro faz uma paragem numa estação em fátima. Saio um bocado para esticar as pernocas e volto a entrar juntamente com uma multidão de passageiros (estes que vêm de fátima) que rápidamente inudam a camioneta (autocarro, camioneta, bus, carreira - para mim vai tudo dar ao mesmo). Então, depois de muitos empurrões, encostos e atropelamentos, consigo finalmente voltar ao meu lugar.

Sento-me, descansadinho da vida, orgulhoso de ter conseguido passar por tanta gente sem sufocar, ou cair, bem, eu estava vivo e aliviado. De súbito de paro-me com uma debandada de gente, todos da mesma família, por aí uns 10. Ora eu e mais uns quantos durigóildes de viseu (não se dêem ao trabalho de procurar a palavra "durigóilde" no dicionário, acabei de a inventar, e se encontraram essa palavra no dicionário e viram algum significado maroto ou pouco ético, não era essa a minha intenção)... onde é que eu estava?

Ah, "os durigóildes de viseu"! Bem nós "os durigóildes de viseu" (hehe, sou mesmo parvo, huhuhu...) depois de ter comprado os nossos respectivos bilhetes, senta-mo-nos todos cá atrás, à lagardé, à grande e à francesa... (sem nos preocuparmos com lugares)

E então de pois de muita discussão fomos conquistados pela gigante família de brasucas (sem ofensa claro!) e expulsos do nosso território nacional: O país do "látrás nubus".

Sem ter onde caír mortos estivemos durante segundos e segundos, minutos e minutos, a vaguear pelo grande e seco autocarro... Até que... Por um estranho milagre nos deparamos com uma manada de irlandeses, revoltados por nos terem expulso dos nossos queridos lugares, da nossa terra, do lar dos nossos rabinhos. E com sinal de compaixão esses irlandeses rápidamente se disposeram a nos darem lugares para nos sentarmos.

Chego então a lisboa, depois de ter uma longa conversa com os irlandeses que apesar de gostarem muito cá do nosso país estavam revoltados também com a falta de conhecimento e inforamção da parte das pessoas responsáveis pelo turísmo. Ao que eu respondi: "Não se preocupe! Não é só no túrismo! É em todo o lado!" (em inglês [sim! Porque eu falo inglês!])

E então finalmente estou em sete rios. E assim queridos leitores (queridos... sinceramente!) termino esta excitante aventura, a qual foi tão extasiante que, tenho o coração a palpitar intensamente ( seja lá o que for que isto quer dizer ...)

Adeus e até uma próxima colher espetada.


Sem comentários:

Enviar um comentário

Espeta aqui a tua colher